ZDB e B.Leza comemoram aniversário de Amílcar Cabral [qui, 17 jan]

AmilcarCabralA Galeria Zé dos Bois e o B.leza juntam-se em homenagem a Amílcar Cabral, na comemoração do 40º aniversário da sua morte.

Na ZDB o programa começa às 18h00 com “Luta ca caba inda”, que inclui o visionamento de excertos de filmes raros e de brutos arquivados no Instituto Nacional do Cinema e do Audiovisual da Guiné-Bissau (INCA). Os filmes serão projectados ao longo da tarde, a par de comentários, discussão e esclarecimentos, que contarão com a presença da artista Filipa César e do realizador Sana na N’Hada.

Às 20h30 será servido um jantar guineense no 49 da ZDB, o bar da ZDB. É necessário reserva prévia.

À noite será a vez do B.Leza acolher um concerto de homenagem a Amílcar Cabral, com início marcado para as 23h00.

Entrada:

Luta ca caba inda – Visionamento e conversa com Filipa César e Sana na N’Hada na ZDB: Entrada livre

Jantar guineense no 49 da ZDB: 5€ (mediante reserva prévia)

Concerto B.leza: 7 € (5€ para quem assistir ao visionamento e conversa na ZDB)

Mais info

Um pensamento sobre “ZDB e B.Leza comemoram aniversário de Amílcar Cabral [qui, 17 jan]

  1. Vamos recordar Amílcar
    É necessário hoje haver muitos. Servir o Povo e não servir-se do Povo. É triste saber que a sua mensagem não foi escutada por alguns dos seus. Degladia-se na Guiné numa luta fractícida com consequências graves para o País e seu Povo.
    Tenho uma grande amizade por Cabo Verde e apreço pelos Caboverdianos. Uma grande admiração pelos Dirigentes Caboverdianos.
    Sou Português de Lisboa; estudei a primária em São Vicente e o secundário em Santiago.
    Em 1970 uma “cabecinha pensadora” achou que os Caboverdianos deveriam participar em massa na guerra e enviam a Cabo Vede um barco – Niassa – com um cotingente fortemente armado, porque sabiam da resistência que iriam encontrar, para recolher centenas de caboverdianos. Para mim é aqui que se dá início à consciencialização política que leva ao 25 de Abril. Posso dizer que a simpatia do caboverdiano, a razão da sua revolta, conquista a solidariedade dos continentais que a perturbação na hierarquia militar é enorme.
    Amílcar disse que a luta não era contra os Portugueses mas contra o sistema.
    Sobre Amílcar quero prestar a minha homenagem ao Amílcar Batista, estudioso do pensamento de Amílcar Cabral. Foi meu amigo, tivemos na Carregueira (quartel militar da região de Lisboa) onde foram alocados (não alojados) os que em Santiago pertenciam à Zona da Nossa Senhora da Graça.
    Amílcar Batista soube passar a mensagem à população da Carregueira do pensamento político de Amílcar Cabral. Soube fomentar a consciência política do que se passava.
    Uma vez o Amílcar Batista mais exaltado, tomando a defesa de um camarada, disse para um superior hierárquico, contestando a sua postura, de que se chamava Amílcar. Não se esqueça Amílcar.
    Amílcar Batista, perante a sua contínua coerência contestatária, teve um castigo que foi o de envio para Morro Branco (Quartel em S. Vicente).
    Em 1973, encontrando-me em Timor, vivo como toda a população militar, a tristeza da morte de Amílcar Cabral.
    Para mim foi a consciência política dos “Amílcar’es”, espalhando as sementes nos quarteis que ajudam a impulsionar o 25 de Abril.
    Nota: Amílcar Batista lidera a revolta em 25 de Abril em Morro Branco.
    Exaltando Amílcar Batista não quero menosprezar a contribuição de todos os outros
    Viva AmílCabral, Viva Amílcar Batista
    Amílcar Batista foi Chefe do Estado Maior das Forças Armadas de CV

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