Exposição 8 Artistas Angolanos [8 MAI > 5 JUN 2014]

8_artistas_angolanosSão oito artistas plásticos angolanos de diferentes gerações, distintas linguagens artísticas e diversas formas de olhar Angola. A Galeria de Arte Contemporânea, em Lisboa, reuniu trabalhos de Dilia Samarth, Grácia Ferreira, Hamilton Francisco, Lino Damião, Nelo Teixeira, Paulo Kapela, Benjamim Sabby e José Zan Andrade numa mostra colectiva, com inauguração marcada para o próximo dia 8 de Maio, às 19h00.

Sobre os artistas:

BENJAMIM SABBY

Benjamim Sabby, nasceu em Luanda na década de 70 do século XX. É artista plástico, curador independente e professor de educação visual e plástica do ensino primário. Estudou Artes Plásticas e Sociologia. Membro da UNAP – União Nacional de Artistas Plásticos; Prémio Cidade de Luanda de Pintura 1999 e Menção Honrosa no Ensa-Arte 2000. Participou em mais de 30 exposições coletivas em Angola e noutras partes do mundo, onde podemos destacar Alemanha, Argélia, Bulgária, Cuba, Espanha, Portugal e EUA. Tem seis exposições individuais. Tem obras em coleções particulares e institucionais em Angola e no estrangeiro. Atualmente o seu trabalho está focado no retrato daqueles que ele chama de “Novos Heróis Urbanos”, os trabalhadores de rua das grandes cidades de Angola (kinguilas, Zungueiros, Kandongueiros, engraxadores e roboteiros) e na paisagem urbana destas cidades. Usa objetos de trabalho destes novos heróis urbanos como superfície para a sua pintura.

DILIA SAMARTH

“Em N´Dalatando, Kwanza, Norte, vê pela primeira vez, o sol do Kilombo, onde corre o inconformado Rio Muembeje, filho amado do Kwanza. Exerce a sua atividade de ser humano, professora, artista plástica e eterna estudante na Universidade do Kilombo. Participa em diversas exposições e tem obras integrando coleções privadas e oficiais em diversos países, destacando-se Angola, Índia, Portugal, Républica do Mali, Alemanha, Federação Russa, Martinica, Inglaterra, Noruega, Cabo-Verde, Kazakistão e por último África do Sul (Coleção particular de Nelson Mandela, Durban, International Print Portfólio, Artists for Human Rights). Participa igualmente como oradora em fóruns académicos, contribuindo para que se construa de uma vez por todas as coordenadas étnicas. Colabora ativamente com instituições educativas, pois acredita que a arte e acultura, constituem as raízes que farão crescer seres humanos livres, verdadeiros e felizes”

GRACIA FERREIRA

Grácia Ferreira, pseudónimo de Engrácia Ferreira dos Santos, nasceu em Luanda, Angola, em 1973. Depois dos estudos primários e preparatórios, concluiu o ensino médio em artes plásticas defendendo o trabalho final de escultura com o tema “Diferença concetual entre estatueta e estátua”. Em Angola, entre 1998 e 2001, foi professora de Educação Visual e Plástica, Formação Manual politécnica Escolas Ngola Mbandi, Colégio Sol Nascente, nº503 nos níveis I, II e III. Atualmente é aluna do curso de Arquitetura na Universidade Lusófona, em Lisboa. Como artista plástica tem participado em exposições individuais e coletivas, nacionais e internacionais, nomeadamente em : Lisboa, Cascais, Porto, São Vicente (Cabo Verde), Luanda (Angola) e Havana (Cuba). Congratulada, em 2000, com o Prémio “ Juventude de Escultura ENSA – Arte”, pelo Centro Cultural Português, em Angola e uma Menção Honrosa em 1998, atribuía pelo mesmo Centro Cultural.

HAMILTON FRANCISCO

Hamilton Francisco nasceu em Angola, em Abril de 1974, desde muito cedo teve a paixão pela pintura, estudou Desenho Industrial em Luanda no Centro de Formação e Tecnologia Manauto 2. Já em Portugal, aprofundou os seus conhecimentos nesta área. Trabalha todas as técnicas, incluindo a serigrafia artesanal. Atualmente trabalha como artista plástico. É membro da Cooperativa Mandacaru, Cooperativa de Intervenção Social e Cultural, onde colabora em projetos comunitários ligados à pintura. Desenvolve também trabalhos como ator e dinamizador no Grupo de Teatro do Oprimido de Coimbra.

JOSÉ ZAN ANDRADE

José Zan Andrade, nasceu em 1946 em Luanda. Inicia a atividade de artista plástico a tempo inteiro em 1983 e, desde essa data, tem inúmeras exposições solo e presença em várias coletivas. Está representado em várias coleções oficiais e privadas. Desde 1992 que reside na zona de Lisboa. “Claro que houve uma vida antes da aventura das telas, tintas e riscos que, por certa vivência, nunca andou fora das dissonâncias do jazz, dos três acordes do rock, das envolvências minimais atmosféricas ou, ainda, do cancioneiro Ngola music! Comecei relativamente tarde (1983) nessa atividade cromáticas, apesar de já ter uma inclinação para a bd (banda desenhada) e dispersar-me na pintura de outdoors, maquetes publicitárias, enfim, começava a fazer parte da família plástica! 1ªexpo individual: em 1986, na galeria UNAP, Luanda – creio que havia, aí “disfarçada” em “arte bruta”, seja uma confrontação em quebrar tabus, enfrentar (sempre) fantasmas… Luanda, fins anos oitenta, era a miragem/velocidade permanente, a espuma de calemas, fuga em círculo (ainda bem!), estava-se no terreiro a transpirar o dia com sol e noite a velas! Não é fácil nem cómodo deambular pela nossa atividade, seja porque o cerco global (nos) acena com o sucesso mercantil ou insiste na obediência de valores alienantes; não capitular é um princípio que o  artista deve estar em guarda, procurando o equilíbrio à sua invenção – não está implícito uma desvalia da harmonia, tantas vezes confundida com uma inspiração que se pretende original…”

LINO DAMIÃO

Lino Damião nasceu em Luanda em Fevereiro de 1977 e trabalha sobretudo em pintura, fotografia e gravura. Muito cedo começou a desenhar e pintar, tendo frequentado o curso de desenho no Ex-Barracão, o curso de pintura e a primeira oficina de gravura na UNAP. Frequentou o atelier do grande mestre Victor Teixeira (Viteix). É membro Fundador da cooperativa Pró-Memória dos Nacionalistas e membro da União Nacional dos Artistas Plásticos. Participou em diversas exposições, das quais se destaca: a primeira bienal de jovens criadores da CPLP; no Porto, Portugal; em 2000, no projeto Galarte no Elinga Teatro, entre 2000 e 2006; e Trienal de Luanda. Realizou várias exposições individuais com destaque para “Cores, Cómicos e Contrastes”, no Lebistrot Luanda (1999), “Manchas e contornos”, na Galeria Cenarious (2000); “Liberdade”, no Laboratório Nacional de Cinema Luanda (2002), recebeu o prémio de pintura de UNAP, em 1998, e em 2003 exposição “Kukina- Ligações” na Galeria SOSO Arte Contemporânea em Luanda.

NELO TEIXEIRA

Nelo Teixeira, formado em pintura e escultura, em 2000, participou no Workshop de Pintura em Vidro orientado por Jean Luc no Salão da UNAP. Teve participação na cenografia dos filmes “Herói” e “Cidade vazia”. Participou em várias exposições coletivas na Celamar, Humbiumbi, Elinga Teatro, Soso Arte Contemporânea e Associação 25 de Abril. De acordo com o artista plástico António Ole: “ a arte de Nelo Teixeira desafia a inovação de forma a englobar outras vozes que clamam pela emergência social”, afirmando que o autor “representa um lugar cimeiro no panorama artístico angolano”.

PAULO KAPELA

Paulo Kapela nasceu em 1947 no Uige. Autodidata começa a pintar em 1960 na Escola Poto-Poto, Brazzaville na República do Congo. Tem participado em exposições coletivas no estrangeiro e em Angola desde 1980. Vencedor do Prémio CICBA, Brazzaville na República do Congo em 2003. Nos últimos anos tem emergido no contexto da Trienal de Luanda, e o seu trabalho foi mostrado também nas exposições Check List – Luanda Pop, Bienal de Veneza 2007 e Luanda Smoth and Rave em Bordéus 2009. Kapela avalia o seu trabalho como uma questão importante no contexro da recocialiação entre as cultras europeia e africana após os anos de guerra. El tenta encontrar um equilíbrio entre os elementos discordantes, “le balance entre le peixe e le maniok”, como referiu ao falar sobre a sua filosofia. Assim, todo s espaço do artista pode ser considerado uma instalação, capaz de combinar o passado e o presente da sua vida pessoal, bem como do seu país. Kapela recria esta história nas suas obras através de uma perspetiva bem original, que combina narrativas reais e surreais, narrando os pesadelos e utopias de Luanda.

 

Quando: entre 8 de Maio e 5 de Junho de 2014, de terça a sábado, das 11h00 às 19h00.

Onde: Galeria de Arte Contemporânea, Rua Marquês de Subserra, n.º 10 C, Lisboa (ver localização no mapa)

Quanto: entrada livre.

+ info

 

 

 

 

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