África presente no Lisboa Mistura [19 > 29 JUN 2014]

Manu Dibango

Manu Dibango

O Lisboa Mistura está de volta para mais uma edição, desta vez repartida pelo Castelo de São Jorge e pelo Largo do Intendente.

Organizado pela Associação Sons da Lusofonia em parceria com a EGEAC, o evento inclui no programa diversos concertos, residências  artísticas,  performances por jovens participantes do projecto OPA – Oficina Portátil de Artes, debates,  uma festa  intercultural  e  uma apresentação de Cozinhas do Mundo.

África vai marcar presença em diversos espectáculos musicais. Aqui ficam os nossos destaques:

 

[SEX, 20 JUN 2014, 22h00]

Manu Dibango ao vivo no Castelo de São Jorge

Manu Dibango é uma referência mundial do afrobeat e do afrofunk. O saxofonista natural dos Camarões, chegou à Europa nos anos 40 e foi aqui, nas suas inúmeras viagens entre Bruxelas e Paris, que conheceu os mestres Charlie Parker, Duke Ellington e Louis Amstrong. Manu Dibango tem desde sempre procurado criar uma linguagem musical que coloque em diálogo a riqueza e espiritualidade do jazz e as sonoridades de raiz africana. Foi neste caminho que, em 1972, Soul Makossa chegou aos tops europeus e americanos. Produtor, músico e activista, percorreu o mundo em inúmeras tournées e trabalhou para conseguir criar música que caminhasse entre a tradição e os sons do futuro. Manu Dibango irá festejar em Lisboa o seu 80.º aniversário, o que fará deste concerto um momento muito especial.

Entrada: 8 euros

 

[SÁB, 21 JUN 2014, 22h00]

Fanfaraï ao vivo no Castelo de São Jorge

Fanfaraï é uma composição de músicos, argelinos, marroquinos e franceses, que exploram as sonoridades dos países árabes e da Andaluzia. A música rai e o gnawi argelino, ou o reggae, são alguns dos géneros que podemos encontrar no seu trabalho. Na sua passagem por Lisboa apresentam Tani, o último álbum do grupo. Fanfarai é composto da diversidade dos percursos dos seus elementos e é esta mesma diversidade que garante um trabalho multicultural e festivo, que em palco ganha uma forma enérgica e calorosa. A mestiçagem musical das sonoridades árabes, berberes, afro-cubanas e as aproximações ao jazz, marcam presença em Lisboa, prontas a serem saboreadas pelo público, numa das noites quentes das Festas de Lisboa.

Entrada: 8 euros

 

[QUI, 26 JUN 2014, 22h00]

Bombino em concerto no Largo do Intendente

Omara “Bombino” Moctarin, conhecido como o “Hendrix do deserto”, é membro dos tuaregues, povo nómada descendente dos berberes do Norte de África que, durante séculos, lutou contra o colonialismo e a imposição da lei islâmica estrita. Foi com uma guitarra que encontrou abandonada que aprendeu a tocar, num dos exílios que foi obrigado a fazer com a família. Na sua adolescência, vivida entre a Argélia e a Líbia, assistiu com os amigos vezes sem conta aos vídeos de Jimi Hendrix ou Mark Knopfler. Bombino trabalhou como músico e também como pastor, passando muitas horas sozinho, ensaiando com a sua guitarra. No regresso a Níger, o seu nome ganha notoriedade com a gravação do seu primeiro álbum, que se tornou um hit local. O guitarrista e cantor tuareg gravou um novo álbum em 2013, Nomad, em Nashville, no estúdio de Dan Auerbach, dos The Black Keys, que também produziu este trabalho, que continua nos tops internacionais da música do mundo. Depois da estreia em 2013, Bombino regressa a Lisboa para um concerto que promete ser inebriante.

Entrada livre.

 

[SEX, 27 JUN 2014, 22h00]

Kazimoto ao vivo no Intendente

Kazimoto é nome do projecto que junta os Gebrüder Teichmann aos Jagwa Music. O projecto Gebrüder Teichmann, composto pelos irmãos Andi e Hannes Teichmann, está inscrito, desde os anos 90, na cena clubbing do underground de Berlim. Através dos projectos musicais na Índia, Paquistão, Filipinas e mais recentemente em África, procuram reafirmar o seu cariz multicultural. Os Jagwa Music são o expoente máximo do Mchiriku, registo musical explosivo originário da Tanzânia. Percussões minimalistas e teclados portáteis Casio são os ingredientes desta receita sonora, conhecida como “nu-rave” africana ou “tecno artesanal”. Kazimoto alia dois continentes, dois universos musicais, num projecto que procura ultrapassar barreiras e redefinir fronteiras musicais.

Entrada livre.

 

[SEX, 27 JUN 2014, 23h30]

Jupiter & Okwess International ao vivo no Largo do Intendente

Jupiter & Okwess International são os representantes da nova cena musical de Kinshasa. O seu trabalho resgata ritmos e melodias congolesas esquecidas, envolvendo-as no groove que a cidade exala. A banda é liderada por Jupiter Bokondji, músico que viveu as décadas de 70 e 80 na Berlim do pós-guerra. No regresso ao Congo, Jupiter trouxe consigo as influências musicais que absorveu neste período, ficando maioritariamente marcado pelo rock americano e europeu. A nova realidade da República Democrática do Congo tem sido fértil em fenómenos musicais de sucesso mundial e, a par dos Staff Benda Bilili, os Jupiter & Okwess International são disso um claro exemplo. Jupiter trabalhou com Damon Albarn (Blur) em projectos como o álbum DRC Music – Kinshasa One Two, da Warp Records e, em 2012, integrou a Africa Express Tour, no Reino Unido, a convite do músico. A banda congolesa tem acompanhado os músicos Amadou & Mariam (Mali), nas suas digressões mundiais, e alguns dos seus temas são remisturados por artistas como 3D (Massive Attack), Spoek Mathombo, Aero Manyelo ou DJ Mo. Este é o primeiro concerto da banda em Portugal.

Entrada livre.

 

[SÁB, 28 JUN 2014, 22h00]

General D & convidados ao vivo no Intendente

Um dos precursores do rap em Portugal, Sérgio Matsinhe, ou General D, nasceu em Lourenço Marques (actual Maputo), em Moçambique, a 28 de Outubro de 1971. Viveu apenas dois anos em Moçambique e veio com a família para Portugal. Sempre se mostrou interessado pelas suas raízes culturais, descobriu o rap como forma de expressão e adoptou o nome de General, ao mesmo tempo que se tornava activista dos direitos das minorias. Em 1992 organiza em Almada o primeiro festival rap em Portugal. Em 1994, é editado o polémico EP “PortuKKKal É Um Erro”, que inclui três temas e que contou com a participação do grupo coral cabo-verdiano Finka Pé. No ano seguinte torna-se o primeiro rapper nacional a assinar um contrato discográfico e edita o seu álbum de estreia intitulado “Pé Na Tchôn, Karapinha Na Céu”, gravado por General D & Os Karapinhas . Contrariamente ao “Portukkkal É Um Erro” o disco é bem recebido pela crítica, registando um enorme sucesso com o tema “Black Magic Woman”. Após dois anos de concertos dentro e fora de Portugal, General D regressou aos discos em 1997, com “Kanimambo”, que teve produção de Joe Fossard (produtor de outras bandas nacionais como Ithaka ou Mind Da Gap). Nesta fase de internacionalização trabalhou com músicos como Sly & Robbie e Anthony B.

Neste concerto no Lisboa Mistura, General D chama ao palco vários convidados: NBC, Boss AC, Halloween, o rapper jamaicano El Crisis, Family, Sam, Shaka, Valete, Chullage e o cantor guineense Justino Delgado.

Entrada livre.

 

Tudo sobre a edição 2014 do Lisboa Mistura em www.sonsdalusofonia.com.

 

 

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