África Negra ao vivo no B.Leza [QUI, 31 JUL 2014]

 

africanegraDepois da passagem pelo Festival de Músicas do Mundo de Sines, o mítico conjunto África Negra sobe ao palco do B.Leza, em Lisboa, no próximo dia 31 de Julho, a partir das 22h00. Uma rara oportunidade para ver ao vivo esta aclamada banda originária de São Tomé e Príncipe, surgida nos anos 1970, que regressa aos palcos portugueses após um longo interregno, pela mão da associação Filho Único.

O início da lenda do ‘Conjunto África Negra’ remonta a 1974, quando a formação original da banda mais amada e conhecida além-fronteiras de São Tomé e Príncipe começa a tocar ao vivo no circuito dos ‘fundões’ da capital São Tomé, bailes ao ar livre que juntavam as diferentes comunidades locais: os mestiços, descendentes de colonialistas portugueses e escravos africanos, os Angolares, descendentes de escravos angolanos naufragados que se fixaram em comunidades piscatórias na zonal sul, e os descendentes de trabalhadores contratados Cabo-verdianos e Moçambicanos que tinham vindo trabalhar para as plantações de café e cacau da ilha.

Ao longo da década de 70, o núcleo criativo da banda constituído por Emídio Vaz, guitarra solo, Leonildo Barros, guitarra ritmo, e João Seria, vocalista, motivaram-se a maturar o seu inimitável estilo de São Tomé Rumba, música de uma languidez paradisíaca devedora do vizinho Soukous, com suaves traços redentores de Highlife, acabando por se tornar num contributo fundamental para a construção cultural da identidade da então jovem nação independente.

A década de 80 revelou-se a época de expansão do Conjunto África Negra. O grupo tocava regularmente por todo o país natal, fazia visitas regulares a Portugal, Angola e Cabo Verde. Estes anos dourados dos África Negra chegaram a um fim quando a banda terminou uma digressão das ilhas de Cabo Verde em 1990. A tour teve tamanho êxito que desmembrou a banda. Quando foi altura de regressar a São Tomé, o vocalista João Seria e o baixista Pacheco decidiram ficar em Praia, tal era a adoração de que gozavam.
Com uma relativa intermitência na sua actividade ao longo dos últimos 20 anos, os África Negra editaram por meios próprios em 2008 um CD com novas canções originais chamado ‘Cua na Sun Pô Na Buà Fa’ – algo como ‘Mesmo que aches que não vale a pena’ – e mantêm uma regularidade tranquila de actuações em São Tomé, usando o mesmo material antigo que, por qualquer força divina, ainda funciona, como os amplificadores e os processadores de efeitos de guitarra usados originalmente nas gravações dos anos oitenta e que constituem parte do segredo da magia do som e das músicas da banda. Muitas das suas antigas gravações continuam a ser clássicos habitualmente rodados na rádio São Tomense e na Internet.

Actualmente os África Negra são seis pessoas (voz, duas guitarras, bateria, baixo e percussão), sendo que dois dos membros fazem parte da formação original, o vocalista João Seria (o “General”) e o guitarrista Leonildo Barros, e será este grupo que se apresentará em Portugal, pela primeira vez desde a última visita perdida algures na memória dos anos 80. Oportunidade para o país se reencontrar com este mito vivo da música e cultura de S. Tomé e Príncipe.

 

Entrada: 10 euros (bilhetes à venda na Ticketline e nos locais habituais)

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