Lisboa mistura o mundo no Intendente [17 > 21 JUN 2015]

Lisboa_Mistura_2015

Cinco dias de sons, sabores, artes, palavras e culturas do mundo misturados no Largo de Intendente. Está aí mais uma edição do “Lisboa Mistura”, um evento promovido pela Associação Sons da Lusofonia, em parceria com a EGEAC, que desde 2006 se tem assumido como um espaço intercultural destinado ao conhecimento e à inscrição de novas linguagens e tendências.

Entre 17 e 21 de Junho, aquela praça lisboeta acolhe diversos concertos, performances por jovens participantes do projecto OPA – Oficina Portátil de Artes, conversas e debates, apresentações de Cozinhas do Mundo, arruadas de percussões e até um flashmob muito musical. Tudo com entrada gratuita.

Como não podia deixar de ser, os sons de origem ou influência africana vão marcar forte presença. Aqui ficam os nossos destaques:

 

[QUI, 18 JUN, 21H30]

Ibibio Sound Machine

A cantora e líder da banda Eno Williams cresceu a ouvir as histórias populares da Nigéria, contadas pela sua avó. Essas histórias, recontadas a Eno na sua língua-mãe, o Ibibio, formam o tecido criativo das letras das canções que compõem o álbum com que se estreou em 2014. Exemplo da exuberante da riqueza musical londrina, as suas letras fundem-se com ritmos do oeste africano, música electrónica e percussão latina. A banda integra músicos impressionantes, como o criativo percussionista brasileiro, Anselmo Netto, ou o lendário guitarrista do Gana, Alfred Kari Bannermann.

 

[SEX, 19 JUN, 23H00]

Kuenta i Tambu

Kuenta i Tambu significa histórias e tambores em papiamento, língua falada nas Antilhas Holandesas Curaçao, Aruba e Bonaire. Inspirada pela música afro-caribenha e pela dança europeia, a banda criou um estilo sonoro inovador. Encontrou um equilíbrio entre samples electrónicos, cantar e cantarolar, e os ritmos contagiosos das percussões dos rituais tambu. O grupo de Amesterdão é conhecido pela energia dos seus espectáculos, que incluem momentos de humor, batidas hipnotizantes e uma fascinante interacção entre os membros da banda.

 

[SÁB, 20 JUN, 21H30]

Alsarah & the Nubatones

Este concerto marca a estreia da cantora, compositora, etnomusicóloga e produtora sudanesa em Portugal. O poder vocal de Alsarah e a força das suas letras são acompanhados por uma mistura eclética de sons do norte e leste africano com influências árabes, que se cruzam com as suas raízes culturais e experiências que viveu por ter nascido e crescido no Sudão, emigrado para o Iémen e para Brooklyn, Nova Iorque. A líder do grupo está envolvida em diferentes iniciativas sociais, influência que faz também parte da sua cultura musical.

 

[SÁB, 20 JUN, 23H00]

Vieux Farka Touré

Habitualmente referido como o Hendrix do Sahara, nasceu no Mali, e é filho do lendário guitarrista Ali Farka Touré. Apesar de desencorajado pelo pai e contrariando a linhagem da família, uma tribo de soldados, Touré foi secretamente tocando guitarra e inscreveu-se no Intitut National des Arts, no Mali. O seu quarto álbum, Mon Pays (Meu País), foi editado em 2013 como uma referência às suas origens e serve para recordar a beleza e a cultura do Mali, apesar da ameaça que enfrenta com o conflito territorial entre as populações Tuareg e Islâmica. Além de músico activista, foi responsável pela criação de uma fundação humanitária de ajuda à construção de infra-estruturas como escolas e hospitais no Mali e por toda a região Sahel.

 

[DOM, 21 JUN, 21H30]

Hugh Masekela

Hugh Masekela é um reconhecido músico que toca fliscorne e trompete, é cantor e compositor. É também uma voz política activa muito ligada às suas raízes sul-africanas, a par de uma carreira internacional brilhante. A sua carreira a solo conta já com cinco décadas, tempo em que gravou quarenta álbuns (e participou em muitos outros), tendo trabalhado com artistas de diversos géneros musicais como Harry Belafonte, Dizzy Gillespie, The Byrds, Fela Kuti, Marvin Gaye, Herb Alpert, Paul Simon, Stevie Wonder e, recentemente, Miriam Makeba. O seu reconhecimento internacional permite-lhe disseminar a palavra sobre a restauração do património africano,tema que o toca profundamente.

 

Entrada livre.

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