África no Vodafone MexeFest [27 e 28 NOV 2015]

Está aí mais uma edição do Vodafone Mexe Fest, que nos dias 27 e 28 de Novembro, vai levar muita música a vários espaços da Avenida da Liberdade e vizinhança , alguns dos quais não acolhem normalmente espectáculos.

A música com origem ou inspiração africana vai, mais uma vez, marcar presença nesta grande romaria musical, bem no coração de Lisboa.

Aqui ficam os nossos destaques:

BOMBINO

Bombino28 NOVEMBRO, 20:50-21:05, VODAFONE BLACKOUT ROOM / CINEMA SÃO JORGE – SALA 3 /// 23:10-00:10, ESTAÇÃO VODAFONE FM // ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DO ROSSIO | IP

De Agadez, Niger, Omara “Bombino” Moctar. Nasceu e cresceu numa comunidade nómada de Tuaregues, e o espírito guerreiro e revolucionário da sua gente desenhou-lhe a personalidade e a forma como se expressa como músico.

Com uma vida geograficamente serpenteante, edita “Agadez”, em 2011. Com sucesso, durante o par de anos seguintes viajou pelo mundo inteiro apresentando com clamor a sua música: temas irresistíveis, cheios das suas origens e com o rock ‘n’ roll a sair disparado da sua guitarra. Virtuoso, de jeito único na execução do instrumento, a sua dimensão alcança reconhecimento mundial com o disco de 2013, “Nomad”, que chegou a #1 da Billboard (World Music) e foi alvo de excelentes críticas. Na música de Bombino, os sabores da sua cultura nunca são renegados, e chegam fundidos com riffs explosivos a fazer lembrar o som de nomes como Jimi Hendrix ou Neil Young.

 

SELMA UAMUSSE

SelmaUamusse28 NOVEMBRO, 22:10-23:00, CASA DO ALENTEJO

Nasceu em Moçambique mas desde os sete anos que o crescimento se fez em Portugal. Selma Uamusse é dona de uma voz imensa, versátil e virtuosa.

Integrou projetos de múltiplos géneros, do rock ao gospel, do soul ao afrobeat e jazz, colaborando com nomes como Rodrigo Leão, Nu Jazz Ensemble ou WrayGunn. Prepara-se para editar o seu disco de estreia a solo, um trabalho que explorará as suas raízes moçambicanas, os ritmos desconhecidos e as línguas nativas do seu país, bem como instrumentos tradicionais como a timbila e a mbira, misturando-os com psicadelismo, eletrónica e outras influências.Vai ser um privilégio ver e ouvir desfilar as novas canções de Selma Uamusse.

 

PETITE NOIR

PetiteNoir28 NOVEMBRO, 23:15-00:15, CINEMA SÃO JORGE – SALA MANOEL DE OLIVEIRA

Petite Noir é o projeto musical de Yannick Ilunga. Africano de origens congolesas e angolanas, Ilunga é um inovador na medida em que, quer com o seu EP de estreia “The King of Anxiety” e com o primeiro LP, o recentíssimo “La Vie Est Belle / Life Is Beautiful”, condensa a sua criatividade autoral, inspirada em nomes como Kanye West, Mos Def ou as lendas Fela Kuti e Tabu Ley, para um som que não renega a estética musical africana, mas contém elementos mais contemporâneos da pop, eletrónica e R&B. O músico define a sua música como “Noirwave”, procurando com a nomenclatura definir mais um conceito do que o som. Para conhecer e gostar no Vodafone Mexefest.

 

CACHUPA PSICADÉLICA

cachupa_psicadelica328 NOVEMBRO, 23:45-00:30, SALA DELTA / PALÁCIO FOZ

Nasceu em São Vicente, Cabo Verde, mas as Caldas da Rainha foram o seu destino português. O primeiro disco de Cachupa Psicadélica chama-se “Último Caboverdiano Triste” e inclui, entre outros temas, “Amor d’1 Laranjeira” – tema que fez parte dos Novos Talentos FNAC 2014 – e ainda a canção de avanço, “3/4 de Bô”, com vídeo realizado por Basil da Cunha.

A música de Cachupa Psicadélica resulta dos tempos em que deambulou no Mindelo por bandas rock fundida com os sons africanos e temperos experimentais e psicadélicos. De uma criatividade surpreendente, o disco “Último Caboverdiano Triste” vai ter honras de destaque no Vodafone Mexefest.

 

MEU KAMBA LIVE

RockyMarsiano28 NOVEMBRO, 01:00-02:15, TANQUE

O MC-produtor D-Mars é um dos ícones do hip-hop luso, tendo estado presente na compilação Rápublica, de 94. O seu lado mais multifacetado alberga o nome Rocky Marsiano. Anda desde 2005, altura em que lançou o debut “Pyramid Sessions”, a espalhar magia com os seus beats cheios de jazz e funk, muitas vezes apresentados ao vivo com músicos de jazz, ganhando os temperos próprios do improviso. Depois de “Music For All Seasons”, álbum de 2013, voltou em 2014 com “Meu Kamba”.

A nova edição resulta da colaboração com o jornalista e radialista Rui Miguel Abreu. Abreu escolheu uma série de discos de música dos países africanos de língua portuguesa para que Marsiano, com precisão, manipulasse os sons de Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, acrescentando às cadências africanas beats electrónicos irresistíveis, mantendo à tona a genuinidade da música do terceiro continente mais extenso.

 

Entrada: 50 euros (passe do festival, com acesso a todos os concertos)

+ info

 

 

 

 

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