B.Leza Doc’s leva cinema e música ao B.Leza [5 > 26 ABR 2017]

 

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Quatro documentários, quatro concertos, sempre às quartas-feiras. O B.Leza Doc’s é uma iniciativa da cooperativa cultural Zebra e do B.Leza, que decorrerá durante o mês de abril neste emblemático espaço das culturas africanas em Lisboa.

O ciclo apresenta uma programação pensada em torno de temáticas sociais, culturais e históricas relevantes sobre os países africanos representados, bem como as suas comunidades.

Aqui fica o programa completo:

5 de Abril | 19h00 | filme

Independência

Realização: Mário Bastos
Angola | 110’ | 2015

“Independência” parte de memórias da situação colonial, revela os passos iniciais da luta e percorre alguns dos seus principais cenários.
De 1961 a 1974, a guerra em Angola alastrou das matas do Norte e de Cabinda para as chanas do Leste, envolvendo inúmeras pessoas, combatentes ou apoiantes da guerrilha. Entretanto, prisões e campos prisionais enchiam-se de presos políticos. Mas através do esforço militar e de reformas económicas e jurídicas, Portugal pôde prolongar uma guerra que não poderia vencer. Os anos de luta evocados em Independência determinaram o rumo de Angola após 1975. Opções políticas, conflitos internos, alianças internacionais, começaram a desenhar-se durante a luta anticolonial. As principais organizações (FNLA e MPLA e, mais tarde, UNITA) nunca fizeram uma frente comum e as suas contradições eram ampliadas pelo contexto da Guerra Fria. A independência foi proclamada já em clima de guerra, mas com muita emoção e orgulho, como é contado no filme.

 

5 de Abril | 21h00 | concerto

Chalo Correia

Chalo nasceu em Luanda, capital de Angola, em 1968. Durante a sua infância teve a sorte de encontrar músicos de bandas revolucionárias como Os Merengues e Os Kiezos. Mudou-se para Portugal no início dos anos 90, onde estudou e trabalhou, para melhorar suas chances de se tornar um músico em tempo integral. Chalo Correia como banda mantém os sons explosivos e orgânicos de Semba e Rebita , mas também permanece em contacto com a cena urbana afro em Lisboa. Em 2015 lançou o seu primeiro álbum – “Kudihohola” – editado pela Celeste/Mariposa Discos.

 

12 de Abril | 19h00 | filme

Lantanda

Realização: Gorka Gamarra
Espanha | 63’ | 2014

O crioulo é a língua usada diariamente pela maioria da população da Guiné-Bissau. No entanto, o crioulo não tem o estatuto de língua oficial. Músicos e escritores de diferentes gerações explicam através de suas canções por que escolheram essa linguagem como instrumento para expressar seus sentimentos e transmitir a realidade social do país. No final dos anos 50, e particularmente na década de 60, a mudança política e social na Guiné Bissau foi cantada pela primeira vez pelo grupo Cobiana Jazz, numa linguagem que todos podiam compreender: o crioulo. Os principais escritores e cantores guineenses relembram os anos 60 e 70, o sentimento de exclusão sob a administração colonial, a forma como viveram a sua lingua proibida, como se sentiram “crioulos oprimidos” e como escolheram o crioulo como instrumento de expressão e de luta.

 

12 de Abril | 21h00 | concerto

Kabum

Exímio percussionista natural da Guiné-Bissau, Domingos Sá, conhecido no mundo artístico como Kabum, colabora ou colaborou com grande parte dos músicos guineenses (e não só) a atuar em Portugal, integrando vários projetos musicais, como a banda Djumbai Djazz.

 

19 de Abril | 19h00 | filme

Tchindas

Realização: Marc Serena, Pablo García Pérez de Lara
Cabo Verde, Espanha | 94’ | 2015

Tchinda Andrade é hoje uma das mulheres mais amadas da ilha de São Vicente, em Cabo Verde. Ela notabiliza-se sobretudo a partir de 1998, ano em que decide sair do armário, identificando-se como trans a um semanário local. O seu nome torna-se então na forma como as pessoas queer passam a ser designadas no seu país. Tchinda tem hoje 35 anos e vive de forma humilde, a vender coxinhas pelo bairro. Durante todo o ano, reina a calma, mas tudo muda quando chega o Carnaval. No mês que o antecede, toda a ilha se põe a trabalhar para do nada criar algo deslumbrante. A sua música e as tchindas guiam-nos numa viagem fascinante à ilha de São Vicente, em Cabo Verde.

 

19 de Abril | 21h00 | concerto

João Pires

Cantautor, compositor e virtuoso guitarrista, o português João Pires move-se por várias geografias musicais, do fado ao flamenco, do samba ao maracatu, do funaná à coladera. Além da carreira a solo, o músico integra projectos como “Coladera”, com os brasileiros Marcos Suzano e Vitor Santa, e “Xafu”, colectivo luso-brasileiro que aborda sons da lusofonia com electrónica. O músico tem uma ligação especial a Cabo Verde, país onde pegou pela primeira vez numa guitarra quando era pequeno e onde residiu entre 2008 e 2009, trabalhando com grandes nomes da música cabo-verdiana.

 

26 de Abril | 19h00 | filme

Afro Lisboa

Realização: Ariel de Bigault
França, Portugal | 55’ | 1996

“Afro Lisboa” retrata a Lisboa africana dos anos 1990. Os atores Miguel Hurst e Orlando Sérgio, o percussionista Messias, os bailarinos Zezé e Tony, o rapper General D., a cantora Maimuna, vindos de países outrora colonizados por Portugal, inventam atitudes e sons modernos e mestiçados que expressam as suas origens africanas e as suas vidas lisboetas. “Somos afro-europeus”. Percorrendo Lisboa do centro aos guetos suburbanos, eles encontram trabalhadores imigrantes e jovens da segunda geração. Os cabo-verdianos Tânia, Mario e Tonecas querem ser considerados cidadãos na sociedade portuguesa. E os trabalhadores angolanos do grupo “Cantares da Alma” cantam as suas dores. As imagens das duras condições de vida e trabalho dos africanos misturam-se com expressões de uma nova identidade: Africana? Lisboeta? Afro-europeia?

ver excerto

 

26 de Abril | 21h00 | concerto

Mistah Isaac

Nasceu em Luanda, mas aos 11 anos veio para Portugal. Aos 16 escolheu a guitarra como fiel companheira e começou a compor as suas próprias músicas. Músico, compositor, poeta, cantor, ator, DJ, Mistah Isaac é um verdadeiro artista renascentista do século XXI. O funk, jazz, reggae, soul, R&B e a música tradicional de Angola conspiraram para construir o seu ADN musical.


Local: B.LezaRua da Cintura do Porto de Lisboa, 16, Cais do Gás, Armazém B (Cais do Sodré), Lisboa

Entrada: 5 euros (filme + concerto)

+ info

 

 

 

 

 

 

 

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